quarta-feira, 14 de julho de 2010


Cvdanja
Capa e contra-capa do CD "1997 Shonenki", onde contém a Música Time of Promise.



Em 1997, foi lançado um CD dos Cavaleiros chamado 1997 Shonenki (Conto da Juventude). O CD têm 2 músicas (Shining Star e Soldier Dream) que são as versões em inglês de duas músicas em japonês (Lullaby e Soldier Dream), e mais 3 músicas novas. E além disso, uma faixa de 27 minutos chamada Do cvidanja - Time of promise, com uma conversa com as vozes dos dubladores japoneses de Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun, Ikki, Saori, Minu, Shunrei e as crianças do orfanato.
Essa conversa é sobre as batalhas que os Cavaleiros tiveram (no mangá) e sobre a próxima que viria, talvez a batalha no Céu. Quem sabe uma nova história não está por vir? É provável, porque Masami Kurumada fez as pazes com a Toei Animation nesse mesmo ano, para criar o anime B'T-X.
Bem, aqui está a tradução de Do cvidanja - Time of Promise: (Verei você novamente - Tempo de promessas)

"A batalha contra Hades já acabou, e Seiya recuperou-se de seus ferimentos. Ele vai visitar o orfanato chamado "Hoshi no Ko Gakuen", que era sua casa durante a sua infância. Minu, que toma conta do orfanato diariamente, se alegra ao ver Seiya desarmado. E as crianças estão contentes ao vê-lo. Seiya promete que ele fará uma festa com Minu e as crianças. Deixar a vida de batalhas com deuses parecia um sonho para um Cavaleiro de Atena. Tempos calmos e tranqüilos viriam...
Shun estava procurando seu irmão mais velho, Ikki. Como Shun não o encontrou, volta para ver o que Seiya está fazendo.
Shun e Seiya estão de pé ao longo da praia onde eles escapavam da escola, e eles falam sobre suas vidas e seus deveres.

As histórias de porem suas vidas em jogo, treinando duro diariamente. Lutaram contra seus velhos camaradas na Guerra Galáctica. Lutaram com os Cavaleiros de Ouro no Santuário. E antes de recuperarem seus ferimentos, houve a luta com Poseidon e depois a batalha com Hades.
Shun, que estava escutando as histórias, de repente se sente só. Shun não está seguro se Seiya lamenta ser um Cavaleiro de Atena, assim ele se sente subitamente só.
Shun foi colocado para lutar contra sua vontade para matar muitos oponentes, porque ele queria se reencontrar com seu irmão mais velho, Ikki. Apesar do seu destino ser manter a paz na Terra, Shun ainda tem bastantes dúvidas se fez a coisa certa ou não.
Durante as batalhas, Shun descobriu não só a força de Ikki, mas também a sua generosidade. E Shun conheceu pessoas como Seiya, Hyoga e Shiryu, que ele realmente gosta de proteger.

Estas pessoas são as mais valiosas para Shun, assim como Seiya. Seiya não quis ser um Cavaleiro, até que ele conheceu Shiryu, que o fez mudar. Depois, Seiya percebeu que ele está disposto a perder a vida por seus amigos como Shiryu. Não está completamente certo sobre manter a paz na Terra, mas confia em seus amigos. Estar com amigos é seu único propósito para proteger o mundo.
Considerando que todos os poderosos deuses são inimigos, os humanos terão que queimar seus cosmos eternamente para lutar contra os deuses. Seiya e Shun lembram em suas mentes das palavras que Saori disse na batalha contra Hades:

"Os humanos, qualquer um, têm o que é chamado amor. Desse amor, humanos podem ser infinitamente amáveis, e infinitamente fortes. É um gigantesco poder que os seres humanos têm, o poder do amor ferve desde a origem da vida. E isso não pode ser derrotado por nada."
Por causa dessas palavras de Atena, Seiya e os outros Cavaleiros têm orgulho de serem os Cavaleiros de Atena. Eles confiam na esperança da Terra.
Shiryu e Hyoga chegam. Eles também querem saber aonde Ikki está:
" Nós o veremos novamente?"
As palavras de Hyoga permanecem no coração de Seiya e Shun:

"Do cvidanja... Seiya e todos..."
" 'Do cvidanja' não é o significado de 'adeus' em russo. É um tipo de promessa que significa 'verei você novamente'." (Pronuncia-se "do svidânia".)
É quando os cinco Cavaleiros se reencontram.

Estava havendo um temporal na Sibéria. Hyoga fala do retorno dele até sua mãe, que dorme debaixo do mar. Ele percebe que a cruz, dada pela sua mãe quando ele ainda era uma criança, protegeu a sua vida. Hyoga tem um coração fervente, igual ao de Seiya. Ele promete que um dia provavelmente estará novamente com sua mãe.
Na frente da cachoeira de Rozan, não está mais o Mestre Ancião. Shiryu estava tentando se recuperar da tristeza de perder seu mestre, treinando debaixo da cachoeira, vigiado por Shunrei.
Shiryu conheceu Seiya durante uma luta. A grande amizade deles fez Shiryu decidir a manter a paz que seu velho mestre sempre manteve.
Seiya sente umas mudanças no céu e sente um poderoso cosmo que treme a terra incrivelmente. Outra batalha com os deuses se aproxima...
Seiya, mentalmente, diz adeus para Minu e para as crianças que se preparavam para a festa. Assim como Shiryu, que diz adeus a Shunrei.

Hyoga diz:
" Do cvidanja... Mamãe..."

Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki se juntam a Atena. Considerando que eles perderam os Cavaleiros de Ouro, agora eles são as únicas pessoas que podem proteger a paz na Terra. Eles continuarão fazendo a última vontade dos Cavaleiros de Ouro de proteger a Terra, e em seus corações, seus espíritos destinados a lutar como Cavaleiros de Atena fazem seus sangues ferverem mais uma vez e eles queimam seus cosmos..." [fonte: cavzodiaco.com.br]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

http://www.youtube.com/watch?v=LhldkEc8yyY&feature=related

Next Dimension


Next Dimension (Proxima Dimensão em português) é o nome do recém divulgado, novo mangá da série Cavaleiros do Zodiaco. Ao que tudo indica, ela deverá contar a história dos antigos cavaleiros de ouro e possívelmente do antigo cavaleiro de Pégaso, que lutou contra Hades na guerra santa anterior (há 243 anos).
Ao final da saga de Hades, os 5 cavaleiros principais (Seiya, Shun, Shiryu, Hyoga e Ikki), lutam contra Hades de maneira incansável mas são sempre derrotados. Apesar de tudo, o cavaleiro de pégaso, continua sempre a se levantar. Hades então exclama que se lembra de já ter lutado contra um cavaleiro de pégaso no passado. E é a partir desta revelação que a história de Next Dimension promete se desenvolver. [fonte: www.wikipedia.org]

terça-feira, 22 de junho de 2010

"Professores Estão a Perder a Autoridade na Sala de Aula"
Por TERESA LIMA
Público, Sábado, 10 de Novembro de 2001
Manual sobre indisciplina
Psicólogo da Universidade do Minho propõe modelos de actuação e recusa "modas psicopedagógicas"
O objectivo é declarado: "criar algum ruído no sistema educativo". Na sua base reside um "aviso à navegação": "Atenção que os professores estão a perder autoridade na sala de aula." Carlos Fernandes, professor e investigador em Psicologia na Universidade do Minho, editou com dois colegas (Paulo Nossa e Jorge Silvério) um manual sobre "Incidentes Críticos na Sala de Aula", vulgarmente conhecidos por indisciplina. O resultado é do menos politicamente correcto possível, mas não se inventou nada, apenas se recorreu à Análise Comportamental Aplicada (ACA), para desconstruir a "teoria do coitadinho" e as "modas psicopedagógicas".
Depois de 20 anos a dar formação a professores de escola em escola, Carlos Fernandes concluiu que se passou "de um extremo ao outro". Dos tempos da palmatória salazarista transitou-se para "teorias pseudocientíficas", que assentam na ideia de que o aluno deve ser poupado, sob pena de sofrer "traumas" que o marquem para toda a vida.
O abismo que se cavou entre a velha guarda de professores e uma vaga mais jovem é flagrante. Um exemplo basta para que se perceba até que ponto. Um aluno dito problemático tornou-se o herói do dia ao deitar o tabuleiro da comida ao chão, em plena cantina. Um grupo de professores sugeriu que ele limpasse o que havia sujado. Um outro grupo considerou que tal seria humilhante para o adolescente. No final, a comida espalhada foi limpa pelo contínuo de serviço.
Ao longo do seu trabalho, Carlos Fernandes tem-se esforçado por provar que atitudes como esta não têm nenhuma base de sustentação científica e que, em termos educativos, se está a fazer tudo ao contrário do que diz a psicologia ao nível do comportamento. É certo que um professor não pode ignorar as consequências dos contextos sociais e familiares no aluno, mas, segundo o investigador, esses factores não devem servir para justificar tudo. Este é um princípio do conhecimento científico: "informar a prática de aplicação, não justificá-la", explicita o manual editado pela Quarteto.
A teoria do "bom selvagem" de Rousseau, que está a contagiar os modelos educativos europeus e norte-americanos, ignora um princípio fundamental para que se possa lidar com a indisciplina eficazmente. "O imaginário cultural vive da ideia de que a criança é muito ingénua e não é - a criança é do mais manipulador que existe", declara o investigador. Esta ideia não deve servir para diabolizar os comportamentos, é antes uma forma pragmática de ter consciência de que "não há criatividade sem divergência, sem disparate".
"Não há crianças indisciplinadas, há incidentes críticos"
É partindo deste pressuposto que um professor deve ir para a sala de aula, com a certeza de que "não há crianças indisciplinadas, há incidentes críticos". À partida, a fórmula pode parecer confusa, mas não o é. Baseando-se na ACA, Carlos Fernandes propõe três estilos de liderança que os professores podem utilizar, conforme as circunstâncias. O manual aconselha que, "independentemente das características dos elementos de uma turma, nas primeiras aulas os agentes educativos deverão assumir uma postura autocrática".
O estilo autocrático, em que o líder estabelece, desde logo, as regras de conivências e impõe objectivos, bem como métodos, não pode ser confundido com o ditatorial. Aqui reside a grande diferença entre os anos do salazarismo e uma prática que restitua a autoridade ao professor. "O ditatorial caracteriza-se pela arrogância, pela irritabilidade e pela ameaça velada. O autocrático caracteriza-se pela firmeza e pela clareza", esclarece o manual. Em fases mais avançadas, e dependendo das turmas, os professores podem adoptar o estilo democrático, mais aconselhável para trabalhos de grupo, em que se pretende promover a criatividade. Em certas alturas, podem mesmo introduzir momentos do estilo "laissez-faire, laissez-passer", ou seja, situações em que os incidentes críticos são aproveitados para dar algum espaço ao caos, o que também será necessário, desde de que o líder seja sempre aceite como a fonte da autoridade.
Carlos Fernandes gostaria que os professores que saem das universidades tivessem acesso a estes modelos, a par das disciplinas pedagógicas e psicopedagógicas que já são leccionadas. É que, quando são confrontados com a realidade escolar, "sentem-se abandonados". Da mesma forma, as crianças e adolescentes colherão os frutos desta protecção ilusória, que os poupa a todas as pressões e que se aplica na escola, como em casa. "Eu prefiro que o meu filho leve um apertão na escola do que daqui a uns anos venha a ser bastonado pela polícia", exemplifica o investigador.

Cristóvão Puxou-lhe as Orelhas e Ele Saiu Porta Fora

Público, Sábado, 10 de Novembro de 2001
Muitas são as situações práticas e reais que o manual identifica e às quais dá soluções. Cada caso é obviamente um caso, e por isso mesmo uma das mensagens do livro é a de que "não há receitas, mas sim sentido estratégico", o qual pode ajudar os professores a sair com êxito das situações mais desesperadas.
Cristóvão foi um dos muitos professores que receberam de chofre e sem paliativos as consequências da indisciplina das turmas problemáticas. Aconselhou-se com um colega experiente que lhe recomendou o "diálogo". O mesmo colega acompanhou-o a uma aula, onde tentou pôr em prática a sua teoria. A confusão sobrepôs-se à atitude dialogante e o professor foi obrigado a ordenar a um aluno que se sentasse. "Não sento!" - foi a resposta. Em estado de desespero, o professor acabou por obrigar o aluno, com um puxão de orelhas, a sentar-se. Este saiu porta fora, não sem antes ter derrubado a carteira.
Perante o que havia acontecido ao seu colega, Cristóvão decidiu ser ele próprio a adoptar uma atitude diferente. "O meu ar complacente e sorridente deu lugar a uma expressão típica de um introvertido (efeito-surpresa). O vestuário, até aí normal, deu lugar ao fato e gravata (inesperado). A disposição das carteiras na sala passou a ser em U (convergências de trajectórias)." Depois, alternou os alunos problemáticos com os mais sossegados e colocou os dois líderes da turma junto à sua secretária. Por fim, pediu a colaboração dos alunos para criar uma lista de regras, e todos eram penalizados ou recompensados pelos comportamentos que tinham.
Outro caso é relatado por um dos autores do livro. O professor viu-se perante a turma da escola alvo do maior número de comentários, daquelas em que os alunos se vangloriam dos processos disciplinares que têm no currículo e desafiam os professores novos a bater os recordes de faltas. O registo é revelador: "As interrupções eram frequentes, o início da aula era sistematicamente precedido de berros, pontapés nas carteiras, cortinados a fingir de lianas e giz a resvalar no quadro, tão próximo do docente quanto possível." O professor optou por reunir a maioria dos encarregados de educação, na sala degradada e que não fora arrumada propositadamente, para que os pais vissem a obra dos seus rebentos, após o que acordaram num conjunto de regras e medidas a tomar, que foram comunicadas aos alunos.
Um bom exemplo da desorientação dos professores perante turmas problemáticas está registado na conversa reproduzida entre um psicólogo e uma professora. A docente insistia numa abordagem amigável, face aos problemas das crianças. "Estes jovens, sobretudo os da minha escola, vêm de um meio horrível, são filhos de pais alcoólicos e que batem nas mães. Temos que os entender e mostrar-lhes que na escola podem encontrar o que não têm em casa", explicava, já sem grande convicção, perante as primeiras turbulentas aulas. Ao fim de algumas sessões e uma nova atitude, concluiu que, "em turmas problemáticas, introduzir regras de comportamento logo nas primeiras aulas só beneficia os alunos".
T.L.

Algumas Regras da Boa Liderança

- Os elementos mais indisciplinados têm que ser diluídos por várias turmas, em vez de agrupados numa só turma
- É preciso que o líder fale a mesma linguagem dos alunos, porque só é aceite formalmente se o for informalmente
- O professor, em cada acto educativo, tem que ter engenho para descobrir a forma mais interessante de expor os conteúdos, para poder motivar o aluno

terça-feira, 8 de junho de 2010