terça-feira, 22 de junho de 2010

"Professores Estão a Perder a Autoridade na Sala de Aula"
Por TERESA LIMA
Público, Sábado, 10 de Novembro de 2001
Manual sobre indisciplina
Psicólogo da Universidade do Minho propõe modelos de actuação e recusa "modas psicopedagógicas"
O objectivo é declarado: "criar algum ruído no sistema educativo". Na sua base reside um "aviso à navegação": "Atenção que os professores estão a perder autoridade na sala de aula." Carlos Fernandes, professor e investigador em Psicologia na Universidade do Minho, editou com dois colegas (Paulo Nossa e Jorge Silvério) um manual sobre "Incidentes Críticos na Sala de Aula", vulgarmente conhecidos por indisciplina. O resultado é do menos politicamente correcto possível, mas não se inventou nada, apenas se recorreu à Análise Comportamental Aplicada (ACA), para desconstruir a "teoria do coitadinho" e as "modas psicopedagógicas".
Depois de 20 anos a dar formação a professores de escola em escola, Carlos Fernandes concluiu que se passou "de um extremo ao outro". Dos tempos da palmatória salazarista transitou-se para "teorias pseudocientíficas", que assentam na ideia de que o aluno deve ser poupado, sob pena de sofrer "traumas" que o marquem para toda a vida.
O abismo que se cavou entre a velha guarda de professores e uma vaga mais jovem é flagrante. Um exemplo basta para que se perceba até que ponto. Um aluno dito problemático tornou-se o herói do dia ao deitar o tabuleiro da comida ao chão, em plena cantina. Um grupo de professores sugeriu que ele limpasse o que havia sujado. Um outro grupo considerou que tal seria humilhante para o adolescente. No final, a comida espalhada foi limpa pelo contínuo de serviço.
Ao longo do seu trabalho, Carlos Fernandes tem-se esforçado por provar que atitudes como esta não têm nenhuma base de sustentação científica e que, em termos educativos, se está a fazer tudo ao contrário do que diz a psicologia ao nível do comportamento. É certo que um professor não pode ignorar as consequências dos contextos sociais e familiares no aluno, mas, segundo o investigador, esses factores não devem servir para justificar tudo. Este é um princípio do conhecimento científico: "informar a prática de aplicação, não justificá-la", explicita o manual editado pela Quarteto.
A teoria do "bom selvagem" de Rousseau, que está a contagiar os modelos educativos europeus e norte-americanos, ignora um princípio fundamental para que se possa lidar com a indisciplina eficazmente. "O imaginário cultural vive da ideia de que a criança é muito ingénua e não é - a criança é do mais manipulador que existe", declara o investigador. Esta ideia não deve servir para diabolizar os comportamentos, é antes uma forma pragmática de ter consciência de que "não há criatividade sem divergência, sem disparate".
"Não há crianças indisciplinadas, há incidentes críticos"
É partindo deste pressuposto que um professor deve ir para a sala de aula, com a certeza de que "não há crianças indisciplinadas, há incidentes críticos". À partida, a fórmula pode parecer confusa, mas não o é. Baseando-se na ACA, Carlos Fernandes propõe três estilos de liderança que os professores podem utilizar, conforme as circunstâncias. O manual aconselha que, "independentemente das características dos elementos de uma turma, nas primeiras aulas os agentes educativos deverão assumir uma postura autocrática".
O estilo autocrático, em que o líder estabelece, desde logo, as regras de conivências e impõe objectivos, bem como métodos, não pode ser confundido com o ditatorial. Aqui reside a grande diferença entre os anos do salazarismo e uma prática que restitua a autoridade ao professor. "O ditatorial caracteriza-se pela arrogância, pela irritabilidade e pela ameaça velada. O autocrático caracteriza-se pela firmeza e pela clareza", esclarece o manual. Em fases mais avançadas, e dependendo das turmas, os professores podem adoptar o estilo democrático, mais aconselhável para trabalhos de grupo, em que se pretende promover a criatividade. Em certas alturas, podem mesmo introduzir momentos do estilo "laissez-faire, laissez-passer", ou seja, situações em que os incidentes críticos são aproveitados para dar algum espaço ao caos, o que também será necessário, desde de que o líder seja sempre aceite como a fonte da autoridade.
Carlos Fernandes gostaria que os professores que saem das universidades tivessem acesso a estes modelos, a par das disciplinas pedagógicas e psicopedagógicas que já são leccionadas. É que, quando são confrontados com a realidade escolar, "sentem-se abandonados". Da mesma forma, as crianças e adolescentes colherão os frutos desta protecção ilusória, que os poupa a todas as pressões e que se aplica na escola, como em casa. "Eu prefiro que o meu filho leve um apertão na escola do que daqui a uns anos venha a ser bastonado pela polícia", exemplifica o investigador.

Cristóvão Puxou-lhe as Orelhas e Ele Saiu Porta Fora

Público, Sábado, 10 de Novembro de 2001
Muitas são as situações práticas e reais que o manual identifica e às quais dá soluções. Cada caso é obviamente um caso, e por isso mesmo uma das mensagens do livro é a de que "não há receitas, mas sim sentido estratégico", o qual pode ajudar os professores a sair com êxito das situações mais desesperadas.
Cristóvão foi um dos muitos professores que receberam de chofre e sem paliativos as consequências da indisciplina das turmas problemáticas. Aconselhou-se com um colega experiente que lhe recomendou o "diálogo". O mesmo colega acompanhou-o a uma aula, onde tentou pôr em prática a sua teoria. A confusão sobrepôs-se à atitude dialogante e o professor foi obrigado a ordenar a um aluno que se sentasse. "Não sento!" - foi a resposta. Em estado de desespero, o professor acabou por obrigar o aluno, com um puxão de orelhas, a sentar-se. Este saiu porta fora, não sem antes ter derrubado a carteira.
Perante o que havia acontecido ao seu colega, Cristóvão decidiu ser ele próprio a adoptar uma atitude diferente. "O meu ar complacente e sorridente deu lugar a uma expressão típica de um introvertido (efeito-surpresa). O vestuário, até aí normal, deu lugar ao fato e gravata (inesperado). A disposição das carteiras na sala passou a ser em U (convergências de trajectórias)." Depois, alternou os alunos problemáticos com os mais sossegados e colocou os dois líderes da turma junto à sua secretária. Por fim, pediu a colaboração dos alunos para criar uma lista de regras, e todos eram penalizados ou recompensados pelos comportamentos que tinham.
Outro caso é relatado por um dos autores do livro. O professor viu-se perante a turma da escola alvo do maior número de comentários, daquelas em que os alunos se vangloriam dos processos disciplinares que têm no currículo e desafiam os professores novos a bater os recordes de faltas. O registo é revelador: "As interrupções eram frequentes, o início da aula era sistematicamente precedido de berros, pontapés nas carteiras, cortinados a fingir de lianas e giz a resvalar no quadro, tão próximo do docente quanto possível." O professor optou por reunir a maioria dos encarregados de educação, na sala degradada e que não fora arrumada propositadamente, para que os pais vissem a obra dos seus rebentos, após o que acordaram num conjunto de regras e medidas a tomar, que foram comunicadas aos alunos.
Um bom exemplo da desorientação dos professores perante turmas problemáticas está registado na conversa reproduzida entre um psicólogo e uma professora. A docente insistia numa abordagem amigável, face aos problemas das crianças. "Estes jovens, sobretudo os da minha escola, vêm de um meio horrível, são filhos de pais alcoólicos e que batem nas mães. Temos que os entender e mostrar-lhes que na escola podem encontrar o que não têm em casa", explicava, já sem grande convicção, perante as primeiras turbulentas aulas. Ao fim de algumas sessões e uma nova atitude, concluiu que, "em turmas problemáticas, introduzir regras de comportamento logo nas primeiras aulas só beneficia os alunos".
T.L.

Algumas Regras da Boa Liderança

- Os elementos mais indisciplinados têm que ser diluídos por várias turmas, em vez de agrupados numa só turma
- É preciso que o líder fale a mesma linguagem dos alunos, porque só é aceite formalmente se o for informalmente
- O professor, em cada acto educativo, tem que ter engenho para descobrir a forma mais interessante de expor os conteúdos, para poder motivar o aluno

terça-feira, 8 de junho de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Porque as cores são refletidas nos Cds?

Na face espelhada dos cd"s ocorre uma coisa chamada difração. Olha só, o luz branca é formada por várias outras cores, o cd consegue separar essas cores através da difração, isso porque é pleno de riscos muito finos, mais até que fios de cabelo
Para a luz visível, usa-se uma rede de difração, formada por uma superfície refletiva ou transparente em que se marcam vários sulcos, muito próximos uns dos outros (décimos ou centésimos de milímetro, pois o comprimento de vaga da luz é da ordem de 5.10-7m - o metro dividido em 10 milhões de partes). Exemplos destas redes e suas propriedades: quando se olha um tecido de trama fina contra uma lâmpada distante, quando olhamos o revérbero num CD ou quando olhamos a Lua através de uma nuvem, vemos faixas ou halos coloridos, devido à difração da luz por pequenos obstáculos (a trama, os sulcos do CD ou as gotículas de chuva na nuvem)


Arco-íris


Um arco-íris (também chamado arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva ou arco-da-velha) é um fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou indigo) e violeta. Veja também o artigo sobre as cores para informações sobre o espectro de cores do arco-íris.
Para ajudar a lembrar a sequência de cores do arco-íris, usa-se a mnemónica: «Vermelho lá vai violeta», em que l,a,v,a,i representam a sequência laranja, amarelo, verde, azul, indigo. Na língua inglesa é usada a mnemónica roygbiv.
O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O mais espetacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está em um local com céu claro. Outro local comum para vermos o arco-íris é perto de cachoeiras.

Aurora boreal e aurora austral

Introdução 

As auroras boreal e austral são fenômenos visuais que ocorrem nas regiões polares de nosso planeta. Podem ser visualizadas, no período noturno ou final de tarde, a olho nu nas regiões onde ocorrem. São verdadeiros shows de luzes coloridas e brilhantes, que ocorrem em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra.
Informações
Quando este fenômeno ocorre em regiões próximas ao pólo norte é chamado de aurora boreal e quando aconteceu no pólo sul é chamado de aurora austral. Estes fenômenos são mais comuns entre os meses de fevereiro, março, abril, setembro e outubro.

A aurora boreal pode aparecer em vários formatos: pontos luminosos, faixas no sentido horizontal ou circulares. Porém, aparecem sempre alinhados ao campo magnético terrestre. As cores podem variar muito como, por exemplo, vermelha, laranja, azul, verde e amarela. Muitas vezes aparecem em várias cores ao mesmo tempo. 

Em momentos de tempestades solares, a Terra é atingida por grande quantidade de ventos solares. Nestes momentos as auroras são mais comuns. Porém, se por um lado somos agraciados com este lindo show de luzes da natureza, por outro somos prejudicados. Estes ventos solares interferem em meios de comunicação (sinais de televisão, radares, telefonia, satélites) e sistemas eletrônicos diversos. 

Curiosidade: 

- O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo Galileu Galilei em homenagem à deusa romana Aurora (do amanhecer) e seu filho Boreas.

- Além do planeta Terra, podemos encontrar este fenômeno em planetas como Júpiter, Saturno e Marte. 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Os cavaleiros do Zodiaco- The Lost Canvas



Lost Canvas no Brasil:Começaram os trabalhos de dublagem dos episódios finais da primeira temporada.

A empresa FlashStar, confirmou os trabalhos de dublagem dos episódios finais da primeira temporada (7 ao 13) que já começaram. A dubalgem está sendo feita pelo estúdio DuBrasil, que esta recebendo todo o material e as traduções já estão bem avançadas,a direção está mais uma vez com o Dublador do Seiya de Pégasus, Hermes Baroli

História

A série dá destaque ao antigo Cavaleiro de Bronze de Pégaso, Tenma. Tenma é órfão como Seiya, e tem uma ligação forte com Alone, o hospedeiro de Hades na época, e com Sasha, a reencarnação de Atena, que moravam no mesmo orfanato que Tenma.

Existem várias ocorrências interessantes no mangá. Por exemplo: a maneira como os espectros atacam é diferente. Ao contrário da época atual, em que as Estrelas Malignas vão em peso ao Santuário, os Espectros de Hades lutam em diferentes partes do mundo, inclusive no próprio Santuário. O tom das histórias é mais dramático, o que rende ao mangá ótimas críticas.

Mais um ponto essencial que está rendendo sucesso à Lost Canvas se refere à revelações que condizem cronologicamente com fatos da era atual, como de onde veio o rosário que Shaka de Virgem usa para mostrar as estrelas malignas que foram derrotadas ou o porquê que Hades sente um certo "medo" pelo Cavaleiro de Pégaso.

O roteiro está sendo bem mais elaborado com fatos que normalmente passam por um simples "clichês", na verdade tem um motivo importante: Por exemplo o fato de Sasha e Alone serem irmãos (para que Atena pudesse intervir na ressurreição de Hades por estarem mais próximos um do outro), o Cavaleiro de Ouro Touro se auto chamar Aldebaran (homenagem à estrela principal da constelação) e Albafica de Peixes ser uma pessoa distante de todos e não manter relacionamento (por ter em seu sangue o próprio veneno de suas rosas demoníacas).

O nome The Lost Canvas pode ser entendido como A Tela Perdida (ou quadro, pintura…), pois o plano de Hades na referida época é usar os talentos artísticos de Alone para destruir a Terra. Quando Alone terminar de pintar o seu quadro, o mundo cairá nas trevas.